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STELLA BARROS – CADEIRA 16

A Cadeira nº 16 foi ocupada já em 2006, na fundação da Academia Brasileira de Eventos e Turismo, por Ibrahim Georges Tahtouh, Acadêmico-Fundador da Cadeira nº 16, que indicou Stella Barros como Patrona da Cadeira.

A quem mais, se não a “vovó Stella”, os milhares de pais entregariam, confiantes, seus filhos para visitar a Disney World?

Dona de uma formidável cabeça para negócios, capacidade de liderança e senso de organização, Stella Oliveira Barros (05 de janeiro de 1910 – Rio de Janeiro, 07 de dezembro de 2004), filha de imigrantes portugueses, nascida na primeira década do século passado, trabalhou durante um ano e meio na Congoleum, e ali conheceu Caio Barros, o presidente da empresa no Brasil. Depois de um rápido namoro, casaram-se na Igreja de São Joaquim, no bairro da Tijuca, em 1934.

Nos anos 50, pela primeira vez Stella Barros pensou em organizar viagens internacionais. Começou conduzindo, com sucesso, um pequeno grupo de adolescentes num cruzeiro à Argentina. Logo após o retorno, organizou a ida de um grupo ao Chile para um congresso em Vinã del Mar, uma viagem que se transformou no seu batismo de fogo.

Em 1964, surgia finalmente a Stella Barros Turismo. Acabara de surgir um excelente nicho de mercado, que já havia começado a explorar e pretendia intensificar ainda mais: tratava-se das viagens para cursos de inglês em Miami, grande novidade na época. Ao mesmo tempo, passava boa parte do tempo viajando, conhecendo novos lugares, a fim de desenvolver outras opções de roteiros, como diversos países da ex-União Soviética e a China. Esse indiscutível pioneirismo comercial logo seria reconhecido.

Stella Barros foi nomeada agente oficial do Brasil para os Jogos Olímpicos de Munique, realizados em 1972. A partir dessa primeira experiência, foi nomeada agente oficial para o Brasil de quase todos os Jogos Olímpicos. O prestígio conquistado em operações de tal envergadura permitiu se tornar também agente oficial para a Copa do Mundo e para os Jogos Pan-Americanos.

No auge da escalada, em 1975, levou para Orlando 5.700 passageiros, somente no mês de julho. O ano de 1976 começou com o prenúncio de quebra de mais um recorde. Calculava-se que a Stella Barros Turismo chegaria a levar 12 mil visitantes a DisneyWorld.

Nos anos seguintes, a empresa adaptou-se à nova realidade de mercado e procedeu-se uma guinada estratégia dos negócios, em direção ao turismo para os países sul-americanos, o turismo nacional e o turismo receptivo. Na mesma ocasião resolveu investir nas chamadas “viagens de incentivo”. Com a mesma garra, pioneirismo, perseverança, criatividade, empreendedorismo, curiosidade e ousadia que transmitia a todos que dela se acercaram.